Prós e Contras

As vantagens e desvantagens do uso de urânio (com vídeos de entrevistas)

Tecnologia do Urânio

Entenda como funciona o método de produção do Urânio 235

Uma polêmica chamada Urânio

Veja aqui os problemas e conflitos causados pelo mesmo

Polícia encontra duas toneladas de urânio próximo à embaixada do Brasil em La Paz

O governo da Bolívia informou ter encontrado nesta terça-feira "cerca de duas toneladas de urânio" em um prédio no coração de La Paz, a poucos metros das embaixadas de Brasil e Estados Unidos, e ordenou uma investigação imediata.

Greenpeace denuncia exploração de Urânio no niger

Mineração de urânio pelo nuclear francês Areva é uma séria ameaça para o meio ambiente e as pessoas no norte do Níger, na África Ocidental. (matéria em inglês)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Polícia encontra duas toneladas de urânio próximo à embaixada do Brasil em La Paz



LA PAZ, 28 Ago 2012 (AFP) -O governo da Bolívia informou ter encontrado nesta terça-feira "cerca de duas toneladas de urânio" em um prédio no coração de La Paz, a poucos metros das embaixadas de Brasil e Estados Unidos, e ordenou uma investigação imediata.

"São cerca de duas toneladas de material que se usa para a construção de armamento nuclear", disse em entrevista coletiva o vice-ministro do Interior, Jorge Pérez, que dirigiu a operação policial para remover o material "radioativo".

"A informação preliminar aponta para um alto nível de radioatividade, o que vamos determinar com a perícia que se realizará imediatamente", disse Pérez, revelando que o suposto dono do material "foi detido".

O vice-ministro não detalhou como o material foi localizado e para onde a polícia o levou, e se a operação ocorreu com as devidas medidas de segurança radioativa. Também não informou se os vizinhos do local precisarão realizar exames médicos.

O material estava em uma garagem do primeiro andar de um prédio no coração de La Paz, a poucos metros das embaixadas de Brasil e Estados Unidos.

"Nos chama a atenção o manejo de um material deste tipo, prejudicial à saúde, em tal quantidade e no centro da cidade de La Paz", disse Pérez.

As duas toneladas de urânio estavam "em bolsas (plásticas) expostas ao tempo, um material radioativo manipulado de maneira direta e de forma irresponsável, arriscando a vida de pessoas", prosseguiu o funcionário.

Segundo Pérez, o urânio "pode proceder do Brasil ou de outro país vizinho, e provavelmente seguiria para o Chile".

O vice-ministro destacou que "o processo de manipulação deste tipo de material deve ser submetido a certo tipo de protocolo e de autorização especializada", e que "todas as regulamentações do planeta geralmente assinalam que o manejo do urânio é exclusivo do Estado, e não de particulares".

O presidente da estatal Corporação Mineira da Bolívia (Comibol), Héctor Córdova, disse que o achado "é preocupante e chama a atenção" pelo tipo e quantidade do material encontrado.

Córdova lembrou que a Bolívia não possui tecnologia para processar urânio, apesar de o país ter uma jazida do mineral no departamento andino de Potosí, no sudoeste do país.

A imprensa local especulou no ano passado que Bolívia e Irã haviam fechado um acordo para explorar urânio, o que La Paz negou energicamente.

"Há convênios internacionais que estabelecem a forma com que se deve manipular material radioativo, com a intervenção dos Estados. Há formas de embalar e transportar que são muito controladas para não ocorrer danos à população", disse Córdova.

"É verdadeiramente surpreendente o que acabamos de descobrir e será preciso tomar todas as medidas para se evitar qualquer dano à população exposta a este material".

A Bolívia não tem tecnologia e conhecimento para enfrentar um eventual desastre de saúde por exposição à radiação



                                                                                                                                                                             

Bibliografia: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2012/08/28/policia-encontra-duas-toneladas-de-uranio-proximo-a-embaixada-do-brasil-em-la-paz.jhtm

Dilma apela para que Irã desenvolva programa nuclear com fins pacíficos


A presidente Dilma Rousseff apelou nesta terça-feira (2), durante a 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo Aspa (América do Sul-Países Árabes), para que o programa nuclear do Irã tenha fins pacíficos e não de produção de armas. Segundo ela, se for comprovada, a produção de armas pelo iranianos deve ser interpretada como “violação” às resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas) e com “gravíssimas consequências para a humanidade”.

Para a comunidade internacional, o programa nuclear do Irã é uma ameaça ao mundo porque há o enriquecimento do urânio para fins não pacíficos. As autoridades iranianas negam irregularidades e informam que não há produção de armas no país. No entanto, o Irã é alvo de uma série de sanções econômicas, comerciais e financeiras.

A Aiea (Agência Internacional de Energia Nuclear), órgão ligado às Nações Unidas, critica as dificuldades de fiscalização das usinas e do programa nuclear iraniano. Porém, está em curso uma articulação para que um grupo de inspetores verifique as instalações nucleares iranianas nos próximos meses.

Dilma defendeu a criação de uma área de livre de armas nucleares. “[O Brasil] apoia uma iniciativa para uma zona livre de armas de destruição no Oriente Médio”, disse a presidenta, lembrando o ideal é a busca de soluções por meio do diálogo e da paz.



                                                                                                                                                                            

BA: vazamento de urânio em pó preocupa trabalhadores de mina


Uma falha em uma operação na mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité, a 445 km de salvador (BA), derramou urânio em pó que estava sendo embalado em um tambor. O acidente ocorreu às 9h de quinta-feira e foi comunicado ao escritório local da Comissão de Energia Nuclear (CNEM), de acordo com a INB. Os trabalhadores temem contaminação e o clima próximo do setor é de preocupação.
De acordo com a INB, o episódio é classificado como um incidente em área de embalagem do concentrado de urânio. "A área que é preparada para conter, recuperar o material, limpar e impedir que haja qualquer vazamento para outras áreas da unidade ou para o meio ambiente", explica a nota oficial. "O projeto da instalação prevê este tipo de atividade e, para isso todos equipamentos e pessoal são imediatamente acionados para resolver a questão", continua o comunidado.
A INB também garante que todos os procedimentos foram executados. "O concentrado foi recuperado e a área completamente limpa, até que não houvesse nenhum traço desse material no local".


Versões diferentes
O sindicato estima em 400 kg de urânio em pó, também conhecido como yellow cake. O volume é a quantidade de um tambor cheio. Já a INB informou que 100 kg de urânio em pó foram derramados, todo o material foi recuperado e a área ficou limpa, sem traço de material. "A área é preparada para limpar e impedir que haja qualquer vazamento para outras áreas da unidade ou para o meio ambiente", informou a empresa.
O dirigente sindical que fez a denúncia também afirmou que o clima entre os trabalhadores é de medo, pelas consequências que o contato com o pó podem gerar na saúde deles. O sindicalista pediu para não ter o nome divulgado, por temer repreensões como transferência de turno ou em local isolado de seus colegas.
Mina em Caetité
A mina em Caetité é a única mina de urânio em atividade no Brasil. Sua produção é beneficiada nas próprias instalações e se obtém o yellow cake, que é enviado para a França, para ser favorecido. Depois do processo, ele retorna ao Brasil e é servido como combustível das usinas nucleares em Angra dos Reis.
O clima de desconfiança entre parte da população, dos movimentos civis organizados, como a Comissão Pastoral da Terra e sindicato de trabalhadores é antigo. O Greenpeace já denunciou, em 2008, que poços de água estavam contaminados. A CNEM, na época, disse que a radioatividade era natural, uma vez que o urânio estava na terra.                                 
Em 2011, cerca de duas mil pessoas foram às ruas para impedir que caminhões com contêineres entrassem na mina - temiam pela recepção de lixo radioativo. De acordo com o Ministério do Trabalho, o setor chegou a ser interditado. "As instalações são inadequadas, com comunicação com o ambiente externo", disse a auditora Fernanda Giannasi.


                                                                                                                                                                                     

Bibliografia: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6242076-EI8139,00-BA+vazamento+de+uranio+em+po+preocupa+trabalhadores+de+mina.html

Irã está perto de completar usina de enriquecimento de urânio


O Irã praticamente completou durante as últimas semanas a construção da usina subterrânea para enriquecimento de urânio de Fordo, indica nesta quinta-feira o diário The New York Times, que com base em declarações de autoridades da Inteligência de diferentes países.
Segundo essas informações, a nação árabe já teria instalado a última das três mil centrífugas que compõem a usina, situada sob uma montanha e dentro de uma base militar próxima à cidade santa de Qom.
O mesmo diário publicara com exclusividade no último fim de semana que Irã e Estados Unidos haviam firmado um acordo para manter negociações sobre o programa nuclear de Teerã depois das eleições americanas, em 6 de novembro, mas a Casa Branca apressou-se em desmentir a informação.
Os especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) averiguam há quase uma década as atividades nucleares do Irã, que durante 18 anos manteve em segredo seus avanços atômicos, o que gerou a desconfiança da comunidade internacional.
Desde 2006, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) ditou quatro rodadas de sanções comerciais, nucleares e diplomáticas contra o Irã perante sua recusa em cumprir as exigências da comunidade internacional, como a de suspender suas atividades atômicas mais delicadas.


                                                                                                                                                                           

Bibliografia: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6256285-EI308,00-NYT+Ira+esta+perto+de+completar+usina+de+enriquecimento+de+uranio.html

Prós e Contras


Utilização do urânio como fonte para geração de energia:



Prós:

- não contribui para o efeito de estufa (principal);

- não polui o ar com gases de enxofre, nitrogênio, particulados, etc.;

- não utiliza grandes áreas de terreno: a central requer pequenos espaços para sua instalação;

- não depende da sazonalidade climática (nem das chuvas, nem dos ventos);

- pouco ou quase nenhum impacto sobre a biosfera;
- grande disponibilidade de combustível;
- é a fonte mais concentrada de geração de energia
- a quantidade de resíduos radioativos gerados é extremamente pequena e compacta;
- a tecnologia do processo é bastante conhecida;
- o risco de transporte do combustível é significativamente menor quando comparado ao gás e ao óleo das termoelétricas;
- não necessita de armazenamento da energia produzida em baterias;



Contras:

- necessidade de armazenar o resíduo nuclear em locais isolados e protegidos*;

- necessidade de isolar a central após o seu encerramento;

- é mais cara quando comparada às demais fontes de energia;

- os resíduos produzidos emitem radiatividade durante muitos anos;

- dificuldades no armazenamento dos resíduos, principalmente em questões de localização e segurança;

- pode interferir com ecossistemas;
- grande risco de acidente na central nuclear.


Entrevistas com professores da Etec Júlio de Mesquita, Santo André, Sp


Professor Fávio Gimenes, Química


Professor Jhonny Joca, Química

Professora Mariana, Biologia

Professora Eliane, Geografia

Professor Raul, Línguas


Professor Sandro , Geografia

Professor Caio, História



Considerações


Os recursos naturais são de suma importância para o homem no aspecto de desenvolvimento da civilização, de forma que esse ser possa dispor de meios os quais possam lhe oferecer maior comodidade em atividades diversas. Desde os primórdios da humanidade, nossos antepassados já utilizavam esses recursos, tais como a água, a luz solar, a vegetação, entre outros, para transformar seus estilos de vida. Com o passar dos tempos, houve, concomitantemente ao desenvolvimento humano, a busca por conhecimento aprofundado na área em questão, nos levando a obter diferentes tipos de ferramentas provenientes do nosso meio ambiente.
                Um fator de extrema importância foi a ocorrência da Revolução Industrial por volta do século XVIII, quando o desenvolvimento de novas tecnologias passou a exigir o uso de energia, esta responsável por movimentar o maquinário o qual substituía a, até então, produção artesanal.
Em meados do século XIX, o petróleo (recurso natural não renovável) passou a ser usado para diversos fins, desde a produção de produtos variados até a geração de energia. Mesmo sendo eficiente, causa certa complexidade, uma vez que seu uso pode trazer consequências maléficas ao nosso planeta como um todo. Tal fato tem impulsionado a ciência a encontrar novos modos de produção energética, fontes limpas, as quais possam preservar nosso patrimônio ambiental.
Com a crise do petróleo em 1973, a procura por fontes energéticas diferentes foi intensificada. No Brasil, em 1975, Ernesto Geisel, então presidente do Brasil (ditadura), por meio do decreto de lei de n° 76.593 de 14 de novembro de 1975, implantou o Programa Nacional do Álcool, o Pró-Álcool. Essa iniciativa visava a substituir a dos combustíveis veiculares derivados de petróleo por etanol, de fácil obtenção e renovável.
Ao redor do mundo, a busca por soluções para tal problema desencadeou o desenvolvimento da energia nuclear, a qual se baseia no uso de alguns elementos químicos, havendo reações nos núcleos dos átomos destes, liberando energia. Inicialmente, essa tecnologia foi rejeitada por muitos, uma vez que essa energia nuclear causou grandes catástrofes, como a bomba atômica lançada pelos EUA contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Por todos os fatos passados, os países que já desenvolveram uma boa tecnologia nesse âmbito nuclear não compartilham experiências, visto que a energia nuclear pode ser utilizada como uma arma de considerável poderio.
O urânio, elemento químico radioativo, possui todas as características favoráveis à geração energética, por meio do enriquecimento, processo reacional de fissão (quebra do núcleo atômico) ao urânio, gerando energia.
O programa nuclear brasileiro abrange um amplo uso da energia nuclear, sempre voltado para fins pacíficos. Há cerca de três mil instalações em funcionamento em todo país (não são usinas, são instalações que exploram de alguma maneira a energia nuclear) que utilizam material ou fontes radioativas como combustível para setores da produção industrial, ou no campo da saúde ou ainda pesquisa, principalmente na área química. Ainda assim, a energia produzida por meio de combustível nuclear é ainda ínfima, muito pequena em relação, por exemplo, à energia hidrelétrica, e em menor proporção, à termoelétrica.
As principais ressalvas ao uso do urânio como fonte de energia se embasam na questão ambiental, onde o uso desse material pode gerar riscos como, por exemplo, acidentes similares ao de Chernobyl ou de Goiânia (Césio-137), por meio do descarte inapropriado de substâncias radioativas. De forma geral, esse método de geração energética só se aplica a regiões onde os demais recursos são escassos; o Brasil possui bastantes recursos hídricos, ou seja, é mais plausível a instalação de uma usina hidrelétrica, mas regiões como a Ásia central, com poucos rios, são adequadas à instalação de usinas nucleares.
Por tudo isso, a adequação ou não à energia nuclear só deve ser deferida após um sucinto processo de análise às condições locais de cada região, visando os fatores ambientais, econômicos e sociais, proporcionando o bem comum.
                

Dilma (ex-ministra de minas e energia) x Urânio


A ex-ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, garantiu que nos dois encontros que manteve hoje com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Spencer Abraham, não foi discutida a questão do enriquecimento de urânio pelo Brasil. "Nós nada discutimos essa questão, até porque ela não está no âmbito do meu Ministério", disse. O secretário norte-americano disse apenas que o assunto não faz parte da agenda da visita ao Brasil. "Relatos que surgiram na mídia têm natureza especulativa", afirmou.
Dilma Rouseff

Ele afirmou que não lhe cabe falar sobre como o Brasil e a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) vão proceder em relação ao protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. A assinatura desse protocolo é que permitiria as inspeções adicionais no laboratório de enriquecimento de urânio em Rezende (RJ), defendida pelo governo dos EUA. "Essa questão deve ser tratada entre o Brasil e a Agência", disse Abraham. 

Spencer Abraham

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